HISTÓRIA



Paróquia Nossa Senhora das Dores de Jaguaruna

Nota: o texto que segue é um extrato do Livro “Crônicas da Diocese de Tubarão”, Coan Indústria Gráfica Ltda., 1997, Tubarão – SC, escrito pelo Pe. Claudino Biff, a pedido de Dom Hilário Moser - SDB, então bispo de Tubarão Faz-se necessário completar, atualizando a história da paróquia de Jaguaruna (Nota do Pe. Nilo Buss, pároco de Jaguaruna)

Laguna, fiel ao seu destino histórico de ‘estender o Brasil para o Sul’, no rastro dos passos desses pioneiros, foram plantados novos fogos, aldeias e cidades. Jaguaruna é quase coetânea de Laguna, pois era passagem obrigatória para os que buscavam as zonas meridionais. Os dias de Jaguaruna são quase tão antigos como os de Laguna.
O ano é de 1684.
Os primeiros moradores eram açorianos, gente pouco afeita ao trabalho da terra, tanto nos Açores como aqui. A vida era mantida com um pouco de gado, mandioca e peixe. As terras de Jaguaruna são bastante arenosas. Elas deram poucas oportunidades para o povo se desenvolver.
Jaguaruna, por quase dois séculos, não teve história contada nem escrita. O primeiro fato histórico emerge apenas no dia 05 de março de 1880, quando Jaguaruna foi declarada Freguesia, por D. Pedro II. De Freguesia passou a ser a Vila e ficou Município em 1891.
As primeiras datas católicas conhecidas aconteceram no ano de 1872, quando passaram por Jaguaruna os missionários jesuítas João Cybeu e Pe. Scombi. O local das missões foi no sítio assim chamado Morro da Cruz, a 1,5 km dos fundos da matriz de hoje. Entre os frutos das missões nasceu e concretizou-se a ideia de se erguer uma capela, projeto realizado no ano de 1875. Somente quarenta anos mais tarde se edificou uma matriz ampla, tendo como presbitério a velha capela de 1875.
Contam os historiadores que a igreja possuía um belíssimo altar colonial que fazia sobressair a riquíssima imagem barroca de Nossa Senhora das Dores.
Infelizmente esse altar colonial foi destruído, ferindo a memória dos antepassados.
Nos arquivos do Bispado do Rio de Janeiro não se fez menção da criação da Freguesia de Jaguaruna, mas somente na visita pastoral de D. José de Barros Camargo, primeiro Bispo do Paraná e Santa Catarina, acontecida no dia 24 de junho de 1902, quando é empossado o primeiro vigário, o italiano Pe. Miguel Pizzio, até então coadjutor de Urussanga.
Cronologia dos Padres de Jaguaruna:
Miguel Pizzio – 1902 - 1911
Pe. Ernesto Lehntz – 1911 - 1915
Pe. Sebastião Costa – 1915 - 1919
Pe. Laureano Garcia – 1919 - 1933
Pe. João Casale – 1933 - 1937
Pe. Pedro Ulrich – 1937 - 1951
Côn. Bernardo Philippi – 1951 - 1956
Côn. Ludgero Locks - 29/01/1956 - 09/03/86 (pároco)
Côn. Lugero Locks – 21/09/1986 (falecimento)
Pe. Wilson Buss – 1983 – 1986 (vigário)
Pe. Wilson Buss – 30/03/1986 – 14/07/1990 (Pároco)
Pe. Antonio Carlos Pereira – 19/03/1989 – 05/01/1992 (Vigário)
Pe .Ângelo Bússolo –  15/07/1990 – 14/06/1992 (Pároco)
Pe. Ângelo Bússolo – 04/06/1992 – 26/01/1997 (Vigário)
Pe Marciel Cataneo – 14/06/1992 – 14/01/1996 (Pároco)
Pe. José Livinos Jochen – 11/02/1996 – 01/02/2003 (Pároco)
Pe. Pedro Paulo das Neves – 28/02/1999 – 31/12/1999 (Vigário)
Pe. Valdir Ribeiro – 02/02/2003 – 28/01/2005 (Pároco)
Pe. Auricélio Costa – 29/01/2005 – 03/02/2007 (Pároco)
Pe. Eleomar Paes – 04/02/2007 - 2011 (Pároco)
Pe. Pedro José Damázio – 07/02/2010 - 2011 Vigário Paroquial
Pe. Nilo Buss - fevereiro de 2011 a janeiro de 2014
Atualmente a paróquia tem como pároco o Pe. Avelino de Souza, e o vigário paroquial, Pe. Antônio Hemkemeier.

Infelizmente tivemos o mínimo de subsídios para confeccionar um pouco da história desses heróis de Deus na Igreja do passado.
O Pe. Pedro Ulrich tornou-se uma figura amada e quase folclórica nessa terra lusitana. Varava toda a sua paróquia a pé ou em aranha. Quando fazia sua caminhada ao longo da estrada de ferro, os maquinistas dos trens carvoeiros paravam toda a composição para dar carona ao Pe. Pedro que, ao lado do maquinista, acendia e fumava seu volumoso cigarro de palha.
Pe. Pedro guardava com santo zelo várias telas italianas. A mais bela retratava com extraordinária beleza a cena de Jesus com os discípulos de Emaús. Se a paróquia ainda guarda essas telas, guarda então um inestimável tesouro. Essas telas mereciam ser estudadas por peritos. Elas poderão ser peças de grande valor artístico. Elas tinham característica evidente do renascimento tardio e mereciam lugar de honra dentro da nova matriz.
Pe. Pedro Ulrich está vivendo em Minas Gerais seus últimos dias e por cartas e velhos amigos, revela o desejo de rever sua amada Jaguaruna. Infelizmente a morte não permitiu a Pe. Pedro a festa de rever a sua Jaguaruna.
Côn. Bernardo Philippi por cinco anos guiou Jaguaruna. Neste trabalho dedicou estudos, tempo e fé no caso da beatificação da jovem Albertina Berkenbrock, assassinada por um habitante de São Luís, capela de Vargem do Cedro. A tese defendida calcava-se nos mesmos motivos que levaram Maria Goretti ao martírio.
Albertina era motivo de muita devoção popular, que levou milhares de fiéis a visitar o local do “martírio”.
Obedecendo às ordens superiores, ele não levou o caso adiante. Em 1956 foi nomeado capelão do Hospital de Criciúma, aonde veio a falecer de câncer, sem poder ver a sua “Santa Albertina”, beatificada.
O Côn. Ludgero Locks, filho de São Ludgero, tomou posse da paróquia no dia 29/01/1956. Nesses 30 anos não foi possível fazer muitos milagres. Jaguaruna caminha sem pressa. Só o dinamismo e a força espartana do cura houveram por bem realizar o que foi possível no Reino de Deus. Já existe uma razoável presença do laicato católico na vinha do Senhor, trabalhando nas CEB’s e Sínodo Diocesano.
O Vigário foi arquiteto, projetista, pedreiro, carpinteiro do grande e sóbrio templo.
Atualmente o Pe. Vigário tem o merecido e oportuno apoio do jovem Pe. Wilson Buss que cativou indistintamente os cristãos de Jaguaruna pelo seu zelo apostólico.
Nos últimos anos o Povo de Deus da paróquia foi servido por Padres de vanguarda: Padre Wilson Buss, Padre Ângelo Bússulo, Padre Marciel Evangelista Catâneo, todos eles com grande ação à frente da Coordenação Pastoral da Diocese.
Jaguaruna é uma boa paróquia, onde se realiza uma experiência atualizada de pastoral.

O quadro abaixo conta um pouco da história da paróquia de Jaguaruna.
As fotos são do acervo particular do fotógrafo jaguarunense, Gentil Reynaldo.(in memórian)









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