6 de mar de 2014

Campanha da Fraternidade fala sobre o Tráfico Humano


Todos os anos, no período da Quaresma, a Igreja Católica lança a Campanha da Fraternidade com um tema novo. A campanha busca sempre despertar nos fiéis à solidariedade acerca de determinado problema vivido pela sociedade.
Neste ano, na sua 51ª edição, a Campanha da Fraternidade tem como tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e como lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1). O objetivo geral da CF-2014 é “identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e denunciá-las como violação da dignidade e da liberdade humana, mobilizando cristãos e pessoas de boa vontade para erradicar este mal com vista ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus”.
Durante o período da campanha, os católicos vão estudar e escolher as ações de combate ao trabalho escravo a partir deste tema.
Para se ter uma ideia, o tráfico humano, segundo a ONU, movimenta 32 bilhões de dólares por ano. No texto base da campanha, produzido pela CNBB, diz o seguinte. “O tráfico humano é um crime que atenta contra a dignidade da pessoa humana, já que explora o filho e a filha de Deus, limita suas liberdades, despreza sua honra, agride seu amor próprio, ameaça e subtraisua vida, tornando-se alvo fácil para as ações criminosas de traficantes”.
Para o pároco de Jaguaruna, padre Avelino de Souza, o tema da campanha é pertinente e expõem um problema da nossa sociedade. “É um assunto que precisa ser discutido, precisa ser evidenciado, não podemos aceitar que em pleno século XXI casos de exploração de mulheres, crianças e adolescentes no mercado do sexo e a exploração de trabalhadores escravizados em atividades produtivas aconteçam em nossa sociedade”, destaca o padre.

Durante a Quaresma, as famílias católicas, cada qual em sua comunidade, estarão se reunindo e discutindo o tema. “É o momento de refletirmos, de conversarmos sobre o assunto junto à família e de buscar mostrar que a oferta de trabalho irrecusável, onde a vítima é conduzida para um lugar distante; submetida a práticas contra sua vontade, muitas vezes impedida de retornar. Promessas para as meninas serem modelos, os meninos serem jogadores de futebol, a ilusão de uma vida de glaumour pode ser perigosa e um caminho muito triste”, ressalta o pároco.

Colaboração: jornalista Angela Barbara
Foto cartaz: site CNBB

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