27 de fev de 2012

Reunião dos Coroinhas da Matriz

Com objetivo de esclarecer dúvidas e oferecer instrução aos coroinhas, foi realizado na tarde deste último sábado, 25, mais um encontro.
Hoje, a Matriz conta com aproximadamente 20 coroinhas, que tem a missão de ajudar o padre nas celebrações eucarísticas.
Quem desejar ser um coroinha pode procurar a Secretaria da Casa Paroquial e deixar seu nome, ou entrar em contato com Rozânia pelo telefone: 3624-2069.
A próxima reunião será no dia 10 de março, sábado, a partir das 14h30min.
Os coroninhas são meninos ou meninas, que exercem o papel de acólito nas funções litúrgicas. O acólito é instituído para servir ao altar e auxiliar o sacerdote ou o diácono.
O coroinha ajuda a missa, ele não é apenas um enfeite. Ele tem uma função importante que é a desempenhar um ministério, um serviço importante, pois servir na liturgia é, sem dúvida, servir ao próprio Deus, que deve merecer todo o respeito e consideração.
Redação e foto: Vanderléia Pereira



Responsabilidade dos Coroinhas
1- Participar das reuniões; missas e demais compromissos assumidos.
2- Seja pontual. Chegue a tempo para as reuniões e celebrações.
3- Seja organizado. Esteja sempre limpo, cabelo penteado e presos, calçados e roupas      bem arrumados.
4- Seja cuidadoso com as coisas da igreja e do altar.
5- Trate dos paramentos e objetos litúrgicos com respeito como objetos destinados ao culto divino.
6- Seja humilde e preste atenção ao que lhe for ensinado.
7- Durante os atos litúrgicos evite conversas, risos ou brincadeiras (durante as celebrações evitar circulações no presbitério).
8- Cultive o gosto pela oração e leia um trecho da Bíblia cada dia.
9- Dedique-se ao estudo da liturgia, a fim de celebrar cada vez melhor.
10- Observe o silêncio na igreja e na sacristia. E mantenha a concentração, principalmente antes de começar o ato litúrgico.
Posições durante as celebrações 
Nas celebrações litúrgicas, as diversas posturas ou atitudes são expressões corporais simbólicas que expressão uma relação com Deus.    
O coroinha deve conhecer as posições em que ficará durante a celebração da santa missa. As igrejas mais atualizadas contam com recepcionistas e orientadoras que indicam as posições dos participantes da assembleia. No entanto, o coroinha deve conhecê-las para não quando não houver esses servidores da comunidade.
Principais posturas:
Estar em pé: é a posição do Cristo Ressuscitado, atitude de quem está pronto para obedecer, pronto para partir. Indica também a atitude de quem acolhe em sua casa. Estar de pé demonstra prontidão para pôr em prática os ensinamentos de Jesus.
Estar sentado: é a posição se escuta, de diálogo, de quem medita e reflete. Na liturgia, esta posição cabe principalmente ao se ouvir as leituras (Salmo, 1ª e 2ª Leitura), na hora da homilia e quando a pessoa esta concentrada e meditando.
Estar ajoelhado: é a posição de quem se põe em oração profunda, confiante. “Jesus se afastou deles à distância de um tiro de pedra, ajoelhou-se e suplicava ao Pai...” (Lucas, 22,41). Lembremos dos leprosos que, de joelhos, suplicava que Jesus o livre da lepra (cf. Marcos 1,40).
Fazer genuflexão: faz-se dobrando o joelho direito ao solo. Significa adoração, pelo que é reservada ao Santíssimo Sacramento, quer exposto, quer guardado no sacrário. Não fazem genuflexão profunda aqueles que transportam objetos que se usam nas celebrações, por exemplo, a cruz, os castiçais, o livro dos evangelhos.
Prostar-se: significa estender-se no chão; expressa profundo sentimento de indignidade, humildade, e também de súplica. Este gesto está previsto na Sexta-Feira Santa, no início da celebração da Paixão. Também os que são ordenados diáconos e presbíteros se prostram. Em algumas ordens ou congregações religiosas se prevê a prostração na celebração da profissão dos votos religiosos.
Inclinar o corpo: é uma atitude intermediária entre estar de pé e ajoelhar-se. Sinal de reverência e honra que se presta às pessoas ou ás imagens. Faz-se inclinação diante a cru, no início e no fim da celebração; ao receber a benção; quando, durante o ato litúrgico, há necessidade de passar diante do sacrário; antes e depois da incensação, e todas as vezes que vier expressamente indicada nos diversos livros litúrgicos.
Erguer as mãos: é um gesto de súplica ou de oferta o coração a Deus. Geralmente se usa durante a recitação do pai-nosso e nos cantos de louvor.
Bater no peito: é expressão de dor de arrependimento dos pecados. Este gesto ocorre na oração Confesso a Deus todo poderoso...
Caminhar em procissão: é atitude de quem não tem moradia fixa neste mundo: não se acomoda, mas se sente peregrino e caminha na direção dos irmãos e irmãs, principalmente mais empobrecidos e marginalizados.
Existem algumas procissões que se realizam fora da Igreja, por exemplo, na solenidade de Corpus Christi e no Domingo de Ramos, na festa do padroeiro..., e outras pequenas procissões que se fazem no interior da igreja: a procissão de entrada, a das ofertas e a da comunhão. A procissão do Evangelho é muito significativa e se usa geralmente nas celebrações mais solenes.
Silêncio: é atitude indispensável nas celebrações litúrgicas. Indica respeito, atenção, meditação, desejo de ouvir e aprofundar na palavra de Deus.Na celebração eucarística, de prevê um instante de silêncio no ato penitencial e após o convite à oração inicial, após uma leitura ou após a homilia.Depois da comunhão, todos são convidados a observar o silêncio sagrado.O silencio litúrgico, porém, previsto nas celebrações, não pode ser confundido com o silêncio ocasionado por alguém que deixou de realizar sua função, o que causa inquietação na assembléia.
A celebração litúrgica é feita de gestos, palavras, cantos e também de instante de silêncio. Tudo isso confere ritmo e dá harmonia ao conjunto da celebração.
Ao terminar da Missa: 
Terminada a Santa Missa, o coroinha deverá auxiliar o sacerdote ou ministros a retirar os paramentos sagrados, e só então cuidar de apagar as velas, guardar os livros e vasos sagrados sempre com muito respeito diante do altar.
 Ao deixar o Templo:
Ao retirar-se do templo, o coroinha, como qualquer fiel, devera ir à Capela do Santíssimo Sacramento, com o fez ao chegar, para despedir do Senhor Sacramentado com um pequeno gesto de adoração.
Padroeiro dos Coroinhas:
Tarcísio pertencia à comunidade cristã de Roma, era acólito, isto é, coroinha na igreja. No decorrer da terrível perseguição do imperador Valeriano, muitos cristãos estavam sendo presos e condenados à morte. Nas tristes prisões à espera do martírio, os cristãos desejavam ardentemente poder fortalecer-se com Cristo Eucarístico. O difícil era conseguir entrar nas cadeias para levar a comunhão. 
Nas vésperas de numerosas execuções de mártires, o Papa Sisto II não sabia como levar o Pão dos Fortes à cadeia. Foi então que o acólito Tarcísio, com cerca de 12 anos de idade, ofereceu-se dizendo estar pronto para esta piedosa tarefa. Relativamente ao perigo, Tarcísio afirmava que se sentia forte, disposto antes morrer que entregar as Sagradas Hóstias aos pagãos. 
Comovido com esta coragem, o papa entregou numa caixinha de prata as Hóstias que deviam servir como conforto aos próximos mártires. Mas, passando Tarcísio pela via Ápia, uns rapazes notaram seu estranho comportamento e começaram a indagar o que trazia, já suspeitando de algum segredo dos cristãos. Ele, porém, negou-se a responder, negou terminantemente. Bateram nele e o apedrejaram. Depois de morto, revistaram-lhe o corpo, nada achando com referência ao Sacramento de Cristo.
Seu corpo foi recolhido por um soldado, ocultamente cristão, que o levou às catacumbas, onde recebeu honorifica sepultura. Ainda se conservam nas catacumbas de São Calisto inscrições e restos arqueológicos que atestavam a veneração que Tarcísio granjeou na Igreja Romana. Tarcísio foi declarado padroeiro dos coroinhas ou acólitos, que servem ao altar. Mais uma vez encontramos a importância da Eucaristia na vida do cristão e vemos que os santos existem não para serem adorados, mas para nos lembrar que eles também tiveram fé em Deus.
Eles são um exemplo de fé e esperança que deve permanecer sempre com as pessoas. Então, a exemplo de São Tarcísio, estejamos sempre dispostos a ajudar, a servir. Se cada um fizer a sua parte realmente nos tornaremos um só em Cristo. (Fonte: www.guadalupecba.org)



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